Para uma pessoa especial, mesmo que ela não leia…

Hoje pensei muito numa amiga…

Certas coisas na vida simplesmente acontecem sem que possamos evitá-las, por mais que tentemos desesperadamente manter a quietude, manter o atual…


A vida é assim, cheia de momentos imprevisíveis e pessoas que vem e vão. Muitas vezes não entendemos a função das pessoas nas nossas vidas – ou até nem sabemos que tais pessoas têm uma função – e inventamos motivos, criamos razões, subestimamos quem chega e quem sai do nosso convívio.

Nem sempre as pessoas trarão algo de bom, mas a única certeza que devemos ter é que cada ser humano contém uma lição pra nós, e lições podem ser boas ou ruins de serem aprendidas. Mesmo que ‘algo de bom’ não seja maioria absoluta, não podemos perder a fé de que vão existir, sim, pessoas que serão como presentes em nossas vidas. Ou como estrelas cadentes: vão passar rapidamente, mas deixarão a lembrança de uma belíssima passagem.


Confesso que as estrelas-cadentes não me deixam muito felizes. A efemeridade só me agrada nas paixões, no tesão, na atração. Quanto às pessoas em si, prefiro os presentes – mesmo os de grego, como se diz por aí – porque assim posso ter a ilusão de tê-las um pouco comigo. Quero sempre os que ficam mais do que uma estação, quero tanto os que eu possa amar quanto os que possa detestar, quero os que me deixam feliz e os que me deixam triste também. As estrelas-cadentes sempre nos deixam felizes, mas a passagem é rápida e nem sempre conseguimos acompanhar e apreciar a beleza que têm. Além disso, mesmo passando rapidamente, a sua trajetória fica marcada pra sempre na memória, é tempo suficiente para desejarmos mais delas.


Como boa leonina, digo que ninguém é obrigado dar nada de si, a retribuir algo que julgue como obrigação – a única obrigação que cada um de nós tem é a do auto-respeito, de não se agredir, de não fazer algo que não nos agrade ou que nos faça mal – a obrigação maior é fazer apenas o que se quer, o que se faz por livre e espontânea vontade. Prefiro quem me ligue a cada dez anos com saudade a quem me ligue a cada dez minutos por obrigação.


Zélia, não acredito que você leia isso aqui, mas é o que eu queria te dizer. Por tudo isso é que desejo e torço (apenas, sem exigir nem esperar) que não sejas na minha vida uma estrela-cadente…

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