Minhas irmãs são as minhas paixões, quem me conhece sabe disso. Sou a mais coruja das irmãs e, apesar de ser cronologicamente mais velha, elas são as mais velhas do que eu, no bom e em alguns maus sentidos.
A caçula costuma até ser chata de tão responsável que ela é. Pessoas instáveis me enlouquecem. Minha irmã caçula é assim (oi irmãzinha, te amo, tá?). Mas, não pude deixar de fazer um texto sobre o que ocorreu na balada de ontem…
Ela me convida pra ir no Mutley (uma danceteria, mega bacana) com o pessoal de faculdade dela… Não fiz muita questão de ir, afinal, tenho tanto serviço pra adiantar que sair numa balada está sendo quase um momento de luxo pra mim…
Mas, bem, voltando ao assunto… Não estava nem um pouco animada pra festa, no máximo um barzinho e olhe lá…
Decidi ir para o Comando do Chope, enquanto minha irmã, foi pra balada fervorosa ao som da banda Discovery…
Não sei se foi necessidade (fisiológica, mesmo) de dançar (dançar muito), sem preocupar com horário, com quantidade de cerveja que eu iria tomar, com os textos que eu deveria escrever no dia seguinte, decidi ir… Entrei por volta das 2h da manhã, mas até que valeu a pena. A banda era ótima… Ao som de The Cramberries, Alanis Morissete, Janis Joplin, U2, e outras pirações mais, me esbaldei…
A minha irmã, como sempre fez o papel dela de super-protetora… Mandou um cara para aquele lugar, só porque o coitado foi perguntar de mim pra ela, e chamou um outro de anão (vê se pode uma coisa dessas?), só porque cismou que o cara estava querendo chegar em mim…
Eu como sempre, dançando, sem perceber nada, vi o movimento depois que ela já tinha falado o que não devia para os coitados…
Digo, coitados, porque os homens em geral, às vezes procuram, uma amiga próxima, pra perguntar de outra. É normal… Mas, coitado de quem perguntar de mim pra minha irmã! Kkk.
Sei muito bem me defender… Uma palavra como: estou acompanhada ou não estou a fim ou até mesmo, na boa, quero ficar sozinha, são desculpas mais que suficientes para um cara se tocar… Mas, ela não entende, acha que precisa me defender e exerce firme um papel que, na verdade, nem deveria ser dela… rs.
Bem, mas uma das minhas metas é ser compreensiva com as pessoas, sem tentar entender suas loucuras, porque às vezes eu ouço umas bobagens e fico me remoendo procurando achar uma razão ou uma explicação para aquilo. Agora eu respiro fundo, compreendo a loucura, não brigo, não xingo, concordo até, mas deixo a informação passar pelo canal auditivo sem armazenar o palavrório. É difícil, eu sei, mas eu já tenho meus próprios problemas e maluquices para lidar, não preciso absorver loucura dos outros. Principalmente da minha irmã caçula, né?