É, gente, eu ando meio longe. Fazendo algumas coisas interessantes, sim; outras, nem tanto… Com uma dorzinha nas costas, que preciso descobrir o que é…
Trabalhando bastante pra variar… Ainda tenho que terminar umas apurações para a revista, umas fotos pra duas clientes e continuar no pique total no meu serviço fixo.
Aqui no meu space, estou ausente. I know. Muitas emoções nos últimos tempos… Mas eu prometo que volto pra cá. Confesso que andava meio enjoada e sem vontade de escrever, mas o bichinho do tec-tec, tá aparecendo nos dedos de novo.
Por enquanto, só digo que está tudo bem, tudo lindo, tudo azul. Ou tudo vermelho, já que é a cor que eu mais gosto.
Minha mãe vive me perguntando se não ando muito cansada… Afinal, trabalhar mais de 15 horas por dia não é legal, mas em alguns horários nem vejo como trabalho… Acho que estou cansada sim… Mas não é de trabalhar… Cansada de dar murro em ponta de faca, cansada de me frustrar, cansada de me decepcionar com as pessoas que menos esperava, cansada de querer coisas que nunca vêm, cansada de controlar a minha inteligência perto das pessoas – sim, porque ser inteligente e ter conhecimento geral, ao que parece, é pecado hoje – cansada de sorrir para não ser antipática, cansada de entender tudo e nunca ser entendida, cansada de tanta coisa que até de escrever todas fico mais cansada ainda. Rs.
Não estou reclamando da vida, até porque não teria nem o direito de fazê-lo, já que os requisitos mínimos estão devidamente preenchidos (e bem preenchidos, graças a Deus) e tudo segue em paz. Estou reclamando da pasmaceira da vida, das pessoas tão concentradas em si mesmas que não conseguem apreciar nada a sua volta, das pessoas tão “socialmente padronizadas” que são incapazes de respeitar um sentimento, da burocracia eterna para se atingir um objetivo de vida (seja qual for), da falta de simplicidade em toda e qualquer coisa.
Acho que, no fundo, é exatamente a falta de simplicidade o que mais me incomoda, a coisa toda do que é convencional, do que é aceitável, do que é direito – aliás, o significado dessa palavra se perdeu completamente nos dias de hoje. Eu quero simplicidade, por favor: uma vida tranqüila, uma educação acessível, amizades verdadeiras e sem frescuras, gente que não perca o amigo em nome da piada, dinheiro honesto que seja fruto do meu trabalho e seja suficiente para pagar as contas e, quem sabe, uma regalia de vez em quando.
Será que é pedir demais?