O Encerrar de um Ciclo e o Começo de Outro

À medida que os dias, desse último mês do ano avança, somos envolvidos por uma atmosfera vibrante que parece nos convidar a refletir sobre tudo o que vivemos. As lojas estão decoradas com luzes cintilantes, as vitrines exibem produtos que prometem transformar nossas vidas, e as festas de final de ano se aproximam, trazendo consigo um turbilhão de emoções e promessas. É tempo de encerramento, mas também, e talvez principalmente, de renovação.

Às vezes, a vida se parece com uma montanha-russa daquelas bem grande que existe lá na Disney, sabe? Cheia de altos e baixos que nos desafiam a cada curva. 2024 foi um desses anos, um ciclo que se desdobrou em desafios e aprendizagens duras. Ao olhar para trás, parece que cada perda se transformou em um capítulo triste, mas necessário, da minha história.

Enquanto a expectativa de um novo ano se aproxima, a mente se enche de ideias sobre metas para 2025. Que nova versão de mim mesma eu desejo construir? A lista começa a ganhar forma em um papel em branco: quero ser mais saudável (ainda cabe mais esporte nos meus dias), dedicar mais tempo à minha família, ler mais livros, viajar para aqueles lugares que ficam sempre na minha lista e que na hora “H” acabo optando por visitar a terra da magia. Hehehehe. Cinderela não fica muito tempo longe da Disney.

No entanto, a lista de desejos é também um espelho que reflete tudo o que não quero carregar para o próximo ciclo.

O que desejo deixar para trás? Como uma jornalista que revisita suas notas antes de um novo artigo, eu busco nas páginas de minha vida os capítulos que não me serviram mais. A ansiedade excessiva, as inseguranças que me impedem de avançar, as relações que já não fazem sentido… Tudo isso forma um fardo que, por muito tempo, carreguei nas costas, mas que chegou a hora de soltar. A meta não é apenas preencher uma lista, mas, acima de tudo, me desprender do peso que não me pertence.

Enquanto isso, ainda há aspectos que desejo levar comigo. A resiliência que conquistei ao longo de 2024, as amizades que se fortaleceram ou aquelas que renasceram, as lições que aprendi, e a coragem que ganhei a cada dia. É preciso uma mudança de perspectiva para perceber que levar algo não significa carregar sobre os ombros.

Com o final de ano se aproximando, é tempo de reflexão e gratidão. O balanço do que foi vivido não é apenas uma avaliação, mas um reconhecimento do que sou hoje, e do que quero ser amanhã. Cada luz da decoração de Natal representa uma antiga meta, enquanto se acende uma nova, pulsando com a energia do que está por vir. E assim, entre os fogos de artifício que anunciam a chegada de um novo ano, eu me permito imaginar: como será 2025?

Em 2024 comecei perdendo! Perdi pessoas pra vida e pra morte.

Começou com o adeus a uma grande amiga. A dor de sua partida ainda ressoa como um eco na minha memória. A perda dela foi como um apagão súbito, uma ausência que me deixou à deriva em um mar de emoções confusas. Aprendi que a vida é preciosa e frágil, e que cada segundo deve ser vivido com intensidade, porque nunca sabemos quando será o último.

Na sequência das despedidas, pessoas que um dia pareceram promissoras se desvaneceram em promessas não cumpridas, em mentiras, em despedidas silenciosas, em conversas que nunca aconteceram. Emoções que foram ardentes acabaram por se resfriar. E ali estava eu, diante de um ousado espelho, pensando sobre o que poderia ter sido. Essas experiências me ensinaram sobre a vulnerabilidade, mas também sobre a força que se revela no meio das tempestades emocionais.

As oportunidades, aquelas que tanto esperei, também me escaparam entre os dedos. Situações aparentemente fáceis de formatar e que despertavam minha paixão, ficaram para trás, engolidos pela incerteza e pela insegurança. Momentos em que eu deveria ter avançado foram trocados por hesitações e dúvidas ocasionadas por histórias e situações passadas. Agora, ao stalkeá-las nas minhas memórias, entendo que algumas portas fechadas são, na verdade, convites para novos caminhos.

Mas, ao contrário do que poderia parecer, 2024 não foi um ano apenas de perdas. Em meio à dor, houve um aprendizado profundo e a construção de uma nova perspectiva. O peso dessas experiências pesadas me ensinou sobre a importância do autocuidado. Compreendi que, mesmo com lágrimas nos olhos, eu sou capaz de erguer minha cabeça, me dar valor e de não aceitar o que me faz mal.

Estou pronta para abraçar o novo. Estou preparada para brilhar.  Estou olhando para 2025 como uma nova tela em branco e um convite para reescrever minha história.  

E assim, deixo 2024…

Com um coração ferido, mas também curado…

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