(Des)Fazendo Planos

Depois desse período de inatividade confesso que fiquei surpresa quando alguém fora do meu circulo de amizades me perguntou sobre um assunto que eu havia relatado no meu blog. E pra ser sincera, nem eu me recordava do assunto. Não me julguem, eu escrevo muitas coisas aqui.

E hoje, ao encerrar meu expediente e tive vontade de passar aqui e relatar o meu planejamento de 2023. Afinal, planos são ótimos. Eu amo fazer planos. Geralmente faço programação de férias, viagens, corridas previstas, médicos a serem agendados, boletos e contas (porque infelizmente nem tudo é um mar de rosas – hehehehe).

Ah! E faço isso com direito da planilha no Excel, anotação na agenda e no celular e tudo mais que facilite a vida do ser humano que escreve aqui… Mas nem sempre as coisas saem exatamente como planejadas. Na verdade, RARAMENTE as coisas saem exatamente como o planejado.

Gosto muito de organização, seja na empresa, na minha casa, nos meus trabalhos, mas minha mente não é nenhuma Brastemp (tem que ser meio velha pra pegar essa referência, mas eu nem ligo), é meio desligada para alguns assuntos. Esqueço bolsas em locais improváveis, perco chaves nos cantos que só o Aladim da lâmpada consegue encontrar. Nem São Longuinho é tão perspicaz! Já me perdi correndo, imagina se não me perco de carro? Mas, modéstia parte, para uma memória que não é nenhuma Brastemp, sempre tirei as melhores notas, minhas teses de faculdade, pós-graduação sempre alcançaram a nota máxima e os trabalhos que me proponho a executar tem começo, meio e fim e se não for com louvor eu nem começo.

Bem, mas voltando ao assunto, eu só tive um problema para escrever esse texto… Acredite ou não, apesar da minha mente estar inquieta agora e abrindo portas dentro da cabecinha aqui, eu não consigo desenhar os cômodos da casa, entendem? Não faltam ideias, planos e sonhos, mas sim a escrita. Neste jejum de textos, escrevo uma metalinguagem. Vale corrigir: não é jejum, porque não é voluntário.

Quem sabe seja apenas a evidência de que a vida está tranquila demais para que eu me dê ao trabalho de gastar tempo registrando meus planos? Ou seria preguiça? Tanto faz. Ou nada faz. A verdade é que decidi não forçar as idéias e aceitar essa crise de criatividade para escrever, já que se tem algo que aprendi na pandemia é que na crise, é possível reinventar-se. E agora reinvento minha própria carência e incompetência de redação. Pois eis aqui um texto sobre a falta de texto. Hehehehe. Que sua leitura não seja sem gosto, pois é muito sincero o meu drama. Mas, pior do que não escrever, é escrever planos sem vontade. Desrespeito ao nobre ofício.

Deus me livre desse mal!

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