Carnaval – Parte I

Primeiro dia de carnaval:

“Uma imagem vale mais que mil palavras”

Cheguei na Bocaína e os preparativos para o carnaval estavam a milhão. Recusei a viagem com meu primo Hilton para Floriano com o coração apertado, pois nessa cidade eu já tinha abada, casa para ficar, carona até a cidade (180km de Picos) e um pessoal pra lá de animado, mas como boa neta que eu sou, e uma “paulista” com o coração da “gema”, fiquei  na pequena cidade onde me instalara.

Hoje, não me arrependo, pois só de pensar nesse primeiro dia, gargalhadas e história para contar não me faltam…

Como viram a foto, logo no meu primeiro dia, o carro atola a caminho da Chacara onde seria a concentração de carnaval. Uma hora pra conseguirmos sair de lá. Mas peraí!? Eu não sabia que chovia tanto no Piauí… kkk

Chega a força tarefa para desatolar o carro, mas não puderam deixar de me culpar por tal proeza do meu primo, ou da estrada, sei-lá! – Eita, paulistinha, pé frio! Era o tipo de comentário que não pude deixar de ouvir… kkk.

Carro desatolado, e vamos nós, fazer jus aos R$ 70,00 que gastamos para usufruir de cerveja na faixa, e axé, muito axé…

Na chácara, meu nome passou de Kátia para Camila. Como assim? Porque Camila? Camila Bianchi é uma patricinha da novela das 19h da rede globo interpretada por Maria Helena Chira.

Também pudera! Preferi parar de tomar cerveja a enfrentar um grande matagal a minha frente para usar o banheiro. Banheiro? Que banheiro? Kkk. Vire-se quem puder… O meu medo era de cobra, urtiga (planta que causa uma coceira danada) e outros bichinhos que pudessem surgir…

Terminada a concentração fomos para a barragem (uma grande represa) onde efetivamente ocorre o carnaval…

Dancei tanto, pulei tanto, que no outro dia, parecia que tinha enfrentado uma maratona de 5 horas de academia sem intervalo…

Dor na perna, cansada, mas insisto em dizer “Foi maravilhoso!” As pessoas daqui, os lugares daqui, a animação daqui…

Nessas horas, só me resta dizer: Eu, Kátia Leal, no primeiro dia de Carnaval da Bocaína, orgulho de ter uma família nordestina…

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