Boa noite Sr. Diretor da Anhanguera Educacional de São José dos Campos, Prof. Giuliani Garbi, Ilustríssima Senhora Coordenadora do Curso de Tecnólogos em Recursos Humanos, Professora Karla Guimarães Monteiro.
Boa noite colegas professores e formandos
Boa noite senhoras e senhores familiares, amigos presentes,
Em primeiro lugar gostaria de agradecer a presença de todos. Sabemos que a cerimônia de colação de grau é um evento maçante, exceto para os alunos que estão se formando.
A responsabilidade desta oratória que me foi atribuída pelos colegas de curso, não nego, deixou-me envaidecida. Contudo, fiquei um pouco nervosa, pois sinto, o quanto será difícil expressar em poucas palavras o significado desse ritual.
Poderia fazer um longo discurso de 3 horas, usando todo o jargão de RH que aprendi para convencê-los, por cansaço, que a carreira de RH é uma das ocupações mais nobres da sociedade, mas seria muita cara-de-pau começar a maquiar a realidade logo em minha primeira noite como gestora de Recursos Humanos. No lugar disso, prefiro discorrer sobre as dificuldades da profissão.
O gestor de recursos humanos seleciona e recruta profissionais para a organização, administra os cargos e salários do pessoal, treina e desenvolve os colaboradores, avalia o desempenho o clima organizacional, faz o planejamento de benefícios, trabalha com a motivação individual e do grupo… E atrelado a todo esse papel, o gestor de recursos humanos precisa saber dialogar, ouvir, compartilhar vitórias e fracassos, aceitar sugestões, aconselhar, enfim, ele precisa estar em perfeita sintonia com a equipe…
Sob estas condições o RH exerce um papel critico dentro das empresas para atingir seus objetivos. Vocês acham que e fácil gerir pessoas?
Gerir pessoas como nós, com sonhos, com falhas, com acertos, com vitórias…
Não e fácil!
Somos estudiosos do comportamento humano, profissionalmente falando. Nós somos profissionais que fazemos da observação e da motivação, nossos instrumentos de trabalho. Somos, ainda, questionadores e formadores de opinião…
No primeiro ano de faculdade, fomos uma turma polêmica… Quantas reivindicações, quantas reclamações, quantas intrigas… Acredito que queríamos tanto ser gestores de recursos humanos que nos perdemos em sermos gestores da nossa própria turma… Até que, como um passe de mágica, começamos a entender que ser gestor de RH era muito mais que gerir pessoas, era gerir pessoas com interesses, limitações, anseios e sonhos diferentes dos nossos.
Claro que no princípio, não tínhamos a exata noção do que era ser um gestor de RH e para muitos o desafio era conviver com os próprios colegas de turma, administrar nossos próprios conflitos assim conseguir chegar, hoje, não como pessoas perfeitas, mas como gestores de excelência.
Chegar até aqui é uma realização! Parece que foi ontem o primeiro dia na faculdade, quando chegávamos ansiosos e atentos a tudo o que se passava ao nosso redor. Alguns traziam muitos sonhos, outros traziam esperanças… Todos traziam seus corações abertos a novas amizades e a novos ensinamentos.
Agora, num misto de alívio e satisfação, estamos aqui! Novos sonhos brotam e cada um já vislumbra novos horizontes…
Numa noite de tanto brilho, de tantos flashes, o que mais eu teria para dizer a estes formandos – e aqui, também me incluo – que são e serão responsáveis pelo gerenciamento de outras pessoas numa organização?
Poderia utilizar citações de grandes nomes que fizeram parte de nossos sonhos e de nossos pesadelos no percurso da nossa vida acadêmica. Poderia aqui citar Idalberto Chiavenato, por exemplo… Mas quando estava tentando elaborar estas poucas palavras, relembrei tantas coisas em minha memória, que grandes autores serão citados em outras oportunidades…
Lembrei dos casos e acasos da Professora Carine que nos descontraia e ao mesmo tempo nos ensinava.
Lembro como se fosse hoje a historia da empregada que recebeu a ordem da Carine de lavar a colcha, estender no varal e antes dela sair colocar a colcha na cama. Pois bem, a colcha foi lavada, pendurada e no final da tarde estendida sobre a cama. Exatamente como a Carine a instruiu. Detalhe – a colcha foi estendida na cama ainda molhada.
Ensinamento 1 – O gestor deve ficar atento as possíveis falhas de comunicação.
Lembro também da historia do cliente que solicita a Carine uma secretaria feia. O que seria uma mulher feia para ele? Um dos pensamentos da Carine… E o cliente argumenta que ela tem que ser feia, porque se for bonita e competente os outros funcionários pensarão que ele tem um caso com ela.
Ensinamento 2 – Não se espante! O gestor receberá as solicitações mais absurdas de seus clientes.
E de ensinamentos em ensinamentos ela participou das nossas vidas! Nos ensinou muito e tenho a certeza de que aprendeu muito conosco… Foi a nossa queridinha!
Lembrei também do Professor Joel, que era o popular entre os alunos… A fama dá-se em parte por sua conduta flexível… Flexível com nossas necessidades de tempo, mas enfático nos seus ensinamentos.
Ensina porque gosta, aprende quem tem interesse!
O Professor Paulo, era o entusiasta… Com suas técnicas de PNL nos proporcionou aulas totalmente agradáveis e produtivas… Aulas que começavam as 19h20 e quando nos dávamos conta já tinham encerrado… Nem víamos o tempo passar… Quanta coisa boa ele nos ensinou! Como essas aulas agregaram valores! Quantos paradigmas quebramos com seus ensinamentos…
A Professora Carla, também coordenadora do curso, nos ofereceu a maior e a melhor visão sobre a psicologia organizacional.
Confesso que muitas dessas aulas eram maçantes, mas contidas por ela de uma forma bem especial.
Foram através dessas aulas que se revelaram os maiores atores de nossa turma? Kleber como Ed Wilson, Andréia como Dona Creusa e Monica como Simone Sideral…
Outro aluno como Diego, em sua perfeita atuação da vida real, não passou despercebido…
Lembrei também do Professor Cristiano… Confesso que eu sou a pessoa mais suspeita para falar dele… Grande mestre, orientador sensato, exigente, mas totalmente companheiro…
Esse é o nosso professor que processa, que pede, que reclama, que contesta, que defende, que acusa, que julga… Advogado! Estudioso das leis, incisos, seus inúmeros artigos, decretos, portarias, regulamentos… E ninguém duvide que, muitos destes, ele sabe de cor.
Foram nas suas aulas que tivemos os debates mais calorosos! E o que ele pedia em troca dos seus preciosos conhecimentos? Somente o máximo que poderíamos oferecer. Para ele, sempre podíamos ser melhores…
Com esse jeito agradou uns, desagradou outros. Foi alvo de e-mails inquietantes e descontentes, mas alvo de também de inúmeros elogios…
Eh… Todo grande homem é alvo de grandes debates e discussões…
Todos os professores, mesmo aqueles que não foram citados aqui, contribuíram muito para nossa formação… A esses professores que exigiram de nós a seriedade e a dedicação, nosso infinito agradecimento.
No decorrer deste período, tivemos muitos bons momentos, mas foi no segundo ano, quando percebemos que nossa vida de estudantes estava chegando ao fim, é que a turma tentou se unir, deixar as famosas “panelinhas” de lado e resolveu passar mais momentos agradáveis juntos. Infelizmente, não tivemos tempo para churrascos e festas. E, podem apostar, que se essa atividade fosse inserida no nosso contexto acadêmico, a união seria ainda maior…
A falta de cerveja minou muitas relações de amizades e até amorosas dentro da faculdade, pois sem a sua ajuda, nossos poucos companheiros do sexo masculino ficaram bem menos atraentes.
Mas nesse contexto, não foi só a cerveja deixada de lado… Também abrimos mão de diversos fins-de-semana, noites de sono, festas e momentos de lazer para que pudéssemos concluir o TCC e terminar o curso. Quantas vezes tivemos a impressão de que ele nunca chegaria ao fim? Por este motivo, orgulhamo-nos de nosso trabalho… Ele é a prova de que, apesar das muitas dificuldades levaremos como maior legado deste curso universitário, não as soluções para todos os problemas nem as respostas para todas as dúvidas, mas sim, as ferramentas necessárias para que possamos encontrá-las.
Ficará a saudade desses anos de faculdade, dos amigos, das aulas, das provas, das noites sem dormir, dos momentos de angústias, de alegria, de realização, de tudo aquilo que contamos os dias para acabar.
A vontade era congelar e guardar tudo isso, amigos, esta época, tudo…. Mas isso é bobagem… Egoísmo de nossa parte. A música Canção da América, Milton Nascimento nos lembra que “Amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito”. E com certeza do lado esquerdo do peito, aqui no coração, cada um de vocês, mestres e formandos, já residem.
Olhando um pouco para trás, quanta coisa mudou em dois anos de estudo. Só não mudaram nossos desejos. Entramos na faculdade de RH com o sonho de gerir pessoas, saímos, agora, com o poder e o dever de realizá-la.
Haverá desafios, obstáculos e dificuldades, mas entramos aqui como alunos e sairemos por aquela porta como gestores…
E se, um dia, acharem que as coisas estão fugindo do seu controle, encontre seu jeito de colocar as coisas em ordem. A propósito se nada lhe vier à mente, faça como a Professora Carla… (Vanessa é com você!)
OOOOOKKKKKKKK!
Obrigado mais uma vez pelas palavras…
Hoje estava precisando relembrar se estou no caminho certo… ainda bem que seu texto estava por aqui.
Linda mensagem Kátia, não tive a oportunidade de parabenizá-la pessoalmente.
Vc falou exatamente o que nós gostaríamos de expressar, a descrição do nosso curso, os elogios ao nossos mestres e o “puxão” de orelha merecido, rs.
Um grde abç, fk com Deus.
Raquel