“Somos nós que escolhemos se vamos permitir que uma expectativa não correspondida nos puxe para baixo enquanto temos tantos outros motivos para nos elevar” – foi a frase que passou entre outras tantas na minha timeline enquanto eu sentia o sol da Bahia tocar no meu rosto. A frase quase passou despercebida. Quase não fez sentido, se não fosse por expectativas que eu criei ao longo da vida.
Somos nós que escolhemos qual vai ser nossa reação. Somos nós que escolhemos como cada acontecimento vai nos impactar. Se vamos nos deixar abalar. Se vamos voltar nossa atenção para quem nem se lembra de nós enquanto há tantas pessoas que permaneceram aqui apesar de tudo.
Somos nós que podemos decidir entre deixar a tristeza ou a felicidade reinar. Nós que escolhemos se vamos continuar com o coração em pedaços enquanto há tanta gente que quer ajudar a consertá-lo. Se um mísero minuto vai estragar um dia inteiro.
Somos nós que temos o poder de fazer acontecer, não é o tempo, não é o destino. Somos nós!
Nós que decidimos quando é a hora certa. Nós que fazemos nossas escolhas, que podemos correr atrás, lutar e batalhar pelo que queremos. Somos nós que podemos abaixar a cabeça diante das críticas ou melhorar à partir delas.
Somos nós que decidimos dar uma trégua numa briga, um presente de aniversário inusitado, ou uma despedida de um relacionamento. Somos nós que devemos ter o controle de toda situação.
Se algo que não aconteceu exatamente da forma como planejamos não significa que não valeu à pena. Somos nós que escolhemos trocar lágrimas por sorrisos. Transformar erros em aprendizado. Enxergar o lado bom dos momentos ruins. Decidir levantar a cabeça, seguir em frente e nos fortalecer a cada tombo.
E foi no sol da Bahia que tomei consciência de que o vazio que eu sinto só pode ser preenchido por mim mesma.
Pode ser meio egoísta afirmar, mas somos nós e apenas nós, ou melhor, sou eu e apenas eu que posso mudar, piorar ou melhorar as coisas…
Ninguém mais!