O que os últimos 12 meses me trouxeram? Ou o que eles não trouxeram?
2017… O ano que passou em um piscar de olhos e ao mesmo tempo parecia que nunca ia chegar ao fim.
Foi um ano de encerrar ciclos, reorganizar as minhas prioridades, colocar cada coisa em seu lugar. Aprendi a me ouvir mais e respeitar as minhas vontades. Aprendi que muitas vezes o silêncio é a melhor resposta. Aprendi que a gente não deve julgar uma situação se nunca passou por ela e que cada um sente de uma forma diferente…
Aprendi que muitas pessoas me amam exatamente por ser quem eu sou, outras não gostam de mim pelo mesmo motivo – e tá tudo bem. Eu não preciso agradar todo mundo! O que os outros pensam a meu respeito não é problema meu.
Aprendi a perdoar mesmo quem nunca me pediu perdão e que ter paz é melhor do que ter razão. Aprendi que “família é família”. Que nenhum relacionamento sobrevive à falta de sintonia e reciprocidade. Aprendi que algumas coisas levam tempo e que outras o tempo leva… Aprendi também que amizade é coisa rara e, que se eu tiver cinco, que sorte a minha!
Senti os últimos dias deste ano intensamente, vi minha vida virar de ponta cabeça, fui além dos meus limites. Caí (não só no sentido figurado, na academia também!) e levantei!
Passei alguns sustos e hoje olho pra trás com o coração cheio de gratidão por tudo que 2017 me ensinou, por todos que o destino aproximou de mim, por tudo que a vida afastou. Mas, principalmente, sou grata por chegar ao fim e perceber que os planos de Deus são realmente maiores que os meus. Diversas vezes eu achei que tudo estava dando errado este ano, mas na verdade, estava dando tudo certo e era só o início do melhor que ainda está por vir!
Deus é maravilhoso e eu aprendi que preciso agradecer todos os dias, mas não posso negar, é muito mais simples ser grata diante de um momento de alegria… Outras vezes sua presença não se faz clara, como quando perdi minha prima Ana Paula esse ano, mas estou aprendendo a aceitar e me confortar nessas horas também. Confesso, não é fácil aceitar quando eu pareço estar sendo contrariada, mas dia após dia eu aprendo a reconhecer os sinais dele na minha vida.
Nesse ano de 2018 escolhi deixar o passado pra trás e ser mais leve daqui em diante. Mas ao invés de fechar todos os livros que eu escrevi nos anos que passaram, decidi mantê-los abertos, lado a lado como uma linha do tempo, para que eu possa reler e talvez visitar algumas páginas sempre que eu precisar lembrar que eu sou uma pessoa muito melhor graças aos erros e acertos que cometi.
Não vou me impor metas absurdas, nem prometer aquilo que eu sei que não vou cumprir. Só quero chegar ao fim deste ano, olhar pra trás e perceber que a minha vida caminhou para frente.

Nem aquela tradicional meta de 2kg a menos?