Acordei inspirada, motivada, emotiva e focada em agradecer as pequenas coisas, pessoas e momentos que eu tenho na vida.
Confesso que não estava inspirada para escrever… Quem sabe isso é apenas uma evidência de que a vida está muito boa para que eu me dê o trabalho de gastar tempo registrando-a. Ou seria preguiça? Tanto faz.
A verdade é que não quero que a satisfação da escrita se torne uma fria obrigação. E pior do que não escrever, é escrever sem vontade. Desrespeito ao nobre ofício. Deus me livre desse mal!
Na crise de inspiração é possível reinventar-se. E agora reinvento a minha própria carência e incompetência de redação. Pois eis aqui um texto sobre a falta de texto.
Mas para que a sua leitura não seja sem gosto, agradeço a Laís Souza e Reynaldo Gianecchini por me proporcionar uma reflexão extraordinária sobre como podemos ser felizes com o que temos.
Não me importa se fiz uma endoscopia na quarta, fiquei “grogue” o dia inteiro, mas na noite tive companhias agradáveis em casa. Não me importa se tive uma crise alérgica na quinta, parei no hospital, mas na noite tive todos os cuidados da mamãe. Não importa que já esteja hoje no trabalho e que reservei parte do meu horário de almoço para escrever esse texto, mas quando ele ficar pronto, me sentirei leve, bem assim como uma pluma, entende?
Só sei que me sinto bem comigo mesma, e se isso não é felicidade, por favor, alguém me diz o que é?
Tenho sonhos, tenho metas, tenho vontades, tenho um mundo inteiro a desbravar, mas quando assisti a entrevista da ginasta Laís Souza que ficou tetraplégica num acidente com esqui pude pensar “fora da caixa”.
Quero ter um sonho a cada dia, 365 no ano e quem sabe um maior se a vida me permitir?
O maior sonho da ginasta hoje?
Escovar os dentes sozinha…
Não preciso escrever mais nada, né?
