Uma coisa de cada vez…

IMAGENS DIVERSAS (556)Já faz um tempinho que não passo por aqui… Talvez seja essa correria louca que acaba abocanhando meu tempo! Vai saber? Mas hoje com esse tempinho chuvoso e nesse longo horário de almoço, tive vontade de escrever… Mal de Jornalista? Talvez!

Acho que estou naquela fase de querer fazer tudo ao mesmo tempo. Quero tudo perfeito. O problema é que para mim, isso ainda não basta. Além de tudo perfeito, quero para ontem. E sabe o que eu consigo? Frustração e ansiedade…

Dessa forma, estou tentando mudar… Tenho muita coisa pra fazer? Começo por alguma; delego; abro mão de algo não essencial. Tenho dúvidas? Indecisão é quando a gente sabe o que quer, mas acha que deveria querer a outra coisa. Então corro atrás, pergunto, e escolho a melhor opção… Tenho problemas? Todos têm! E isso é praticamente sinônimo de estar vivo. Lido com eles; resolvo ou assumo.

Parece fácil, falando assim. Mas acredito, sinceramente, que até seja! É que, na verdade, estou acostumada a me apegar aos problemas, a complicar, a procrastinar, a reclamar…

Mesmo com dois empregos nessa fase, me sinto bem… E quando não me sinto, falo! Peço arrego, peço um ombro amigo, sabe por quê? Porque o cúmulo da maluquice humana é se sentir culpado por estar triste. É achar que chorar é coisa de gente fraca. É fingir que está tudo bem quando se está desabando por dentro. É usar máscaras e mais máscaras para negar a si mesmo. Para não se permitir.

Quero me autorizar à inteireza… Ser o frio, o calor, o nublado, o desfolhado, o sol, o vento e a chuva. Claro, escuro e crepúsculo. Dor e alegria. Ora muito feliz, ora triste. Ora gargalhada, ora lágrima. Ora silêncio, ora voz. Ora um “plim” – que ótima ideia! Ora “ahhhh” – que “m” que eu fiz! Ser tudo, mas longe de perfeita.

E assim, atenta ao que mais posso ser, sem julgar nem desmerecer, quero aprender que o perfeito é apenas um modelo. Não existe. Não é ninguém. Sem rosto e sem alma. Sem coração e sem nome. Sem sobrenome…

Não sou perfeita, mas afinal, quem é que gostaria de ser?

Deixe um comentário