Nesse ano, quando todos os dias começaram a ficar meio maçantes, decidi procurar alguma outra coisa para fazer que não fosse estudar um novo curso e trabalhar numa outra empresa. Não que eu não vá pegar frilas, fotos e assessoria empresarial, muito pelo contrário, ainda tenho pique de sobra, mas precisava encontrar alguma coisa diferente para pensar ou enlouqueceria. Foi quando caí de pára-quedas na Azukar, uma excelente academia de dança de salão em São José dos Campos.
Não é apenas uma academia de dança de salão, mas sim um lugar para conhecer gente legal. A segunda faculdade que eu concluí no ano passado foi bem pesada, não pelo conteúdo (com certeza tirei de letra), mas pelo excesso de trabalho e pelo pouco tempo que me restava para me dedicar aos estudos.
E a dança é um vício. Chega uma hora que a gente só pensa em passos, coreografia, aprender coisas novas e dançar toda noite. Digo isso, com conhecimento de causa… Já fiz dança de salão, dança flamenca, ballet clássico, sapateado… Como o público sempre foi muito mais feminino do que masculino, me aproveitava da situação para participar de todas as aulas, básico, intermediário e avançado.
Não foi uma coisa que eu decidi. A dança foi meio que me chamando aos poucos. Comecei dançando lambada na escola primária, geralmente em gincanas, logo depois, comecei a dançar em comícios. Se não me falha a memória, eu tinha uns 14 ou 15 anos nessa época… Depois vieram convites para passista no carnaval de Caçapava… Lembro como se fosse hoje, eu como passista na escola de samba “Leão de Ouro”, dançando com meu par (um menino da minha idade), fantasiada de biquíni azul (não me imagino fazendo isso hoje… kkkk) e toda prosa na avenida principal da cidade…
Enfim…
E hoje, lá vou eu novamente pra mais uma maratona de aulas… Só que dessa vez, aulas para movimentação do corpo, enquanto isso minha mente entra em “alfa” e se distrai…