Tantos projetos, trabalhos, viagens que às vezes penso: Será que eu conseguirei dar conta de tudo?
Concluir o projeto de TCC, me empenhar nos novos projetos da empresa, produzir textos, estudar, participar das aulas… São tantas coisas que, até comecei a pensar na possibilidade de fazer um curso de administração do tempo…
Entre todas essas pendências, preciso me programar para a viagem de Curitiba na próxima semana, Costa do Sauípe (BA) próximo mês e, se tudo der certo, Cancum no México até o final do ano. Sem contar, a melhor das melhores programações: Show da The Cramberries em Outubro! Em contagem regressiva!!!
Tudo bem que já passei por atribulações maiores… Até que para uma menina de trinta e um, já fiz um bocado, aqui e ali, bem acompanhada ou não, sendo que às vezes a má companhia era eu mesma, mas não me arrependo. E percebo com alegria que posso dizer que não me arrependo de nada, se fosse pra viver de novo, assim o seria. Talvez seja por isso que acredite que já experimentei bastante, o que não significa o suficiente, e assim prossigo.
Mas nessas e outras já quebrei algumas coisas: dentes, corações, incluindo o meu, é claro. Fui algumas vezes pro fim do poço, e achei que ele não tinha fim, mas tem, tem sim, e agora, de quando em quando me vejo voltando pra lá, e não sinto mais tanto medo, já sei que da mesma maneira que se vai, se volta.
E nesses anos de vida, já visitei lugares que sempre quis, xinguei em línguas que não sabia falar, bebi com gente que nunca vi, confiei em desconhecidos que se tornaram amigos, apreendi a aguçar a mente e escutar o que ninguém diz, mas que está lá.
Viajei para Bahia, Porto Alegre, Porto de Galinhas, Fortaleza, Maceió, Natal, Piauí, Rio de Janeiro, Curitiba… Fui mais longe: África, Suécia, Dinamarca… Passando brevemente pela Alemanha e Suíça…
Aprendi a manter a calma quando o avião sacode mais do que o usual e você olha pro lado e vê olhos de pavor, olho pra dentro de mim e penso – tudo bem, eu fui, eu vi, eu vivi, se for agora que seja. E quando se chega enfim em terra seja aqui ou lá, a gente bate palmas e tem vontade de beijar o chão assim como o Papa, e o faz, mentalmente.
E a vida continua, assim como o mundo, a traçar seu percurso, já tive carro roubado, mala perdida, na outra amassada. A gente se sente idiota e ao mesmo tempo feliz, afinal se tantas coisas boas e ruins acontecem é sinal de que tenho vivido. E se tudo fosse bom, ou ruim, como poderia compará-los. Poderia ser melhor? Sempre pode, mas poderia ser pior também.
E agradeço, pois apesar das várias estripulias, não tenho do que reclamar.