Intuição ou Minhoca?

Vocês bem sabem o quanto sou fã das palavras! Por mim, tudo seria resolvido através de diálogos. Aceito todos os tons, admito as lágrimas e até aqueles silêncios que demonstram ansiedade, tensão, nervosismo ou ainda não sei como dizer…. Afinal, também para mim não é fácil, muitas vezes, expor o que estou sentindo. Mas, por fim, meu lema é: que seja dito o que precisa ser dito, sempre que possível.

 

No entanto, muitas pessoas não estão prontas para falar. Aliás, assim como nem todas sabem falar, muitas também não sabem ouvir, não estão preparadas para isso. Chegam cheias de defesas e interpretações, ouvindo apenas aquilo que querem. Assim, é bem difícil conversar, porque os resultados ficam sensivelmente comprometidos.

 

Ou seja, existem ocasiões em que o diálogo se torna inviável. Nesses momentos, resta-nos apenas uma ferramenta e felizmente, bastante produtiva: nossa intuição. Acontece que, descrentes de seu poder, muitas vezes não damos ouvidos a ela. Ignoramos o que ela tenta nos dizer e insistimos em acreditar que intuição é bobagem.

De fato, há uma gritante diferença entre ouvir a intuição e ceder às minhocas; e é preciso bastante treino, coragem e atenção para perceber esta diferença, pois a intuição fala sozinha, mas as minhocas falam em coro, confundindo nossa sensibilidade e avacalhando nossa sensatez.

 

Lembro de uma época em que eu mesma renegava minha própria intuição, dando bem pouco ou nenhum crédito a ela.

 

Mas hoje, acho que devemos escutar a nossa voz interior, encará-la como uma ‘luz piscante’, um sinal de alerta. E deixar o tempo passar um pouco. Observar os próximos acontecimentos. Não se agarrar definitivamente nem à nossa voz e nem à voz do outro. Esperar!

 

Estou certa de que o próprio ‘andar da carruagem’ se encarregará de dar o diagnóstico: intuição ou minhocas. O objetivo aqui não é provar nada a ninguém, mas apenas sugerir que não devemos abrir mão da nossa intuição, não ignorar nossa inteligência afetiva. Seríamos, certamente, bem mais seguros e teríamos uma auto-estima bem mais elevada se confiássemos um pouco mais no que diz o nosso coração…

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